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Professores e estudantes paralisam por 24 horas

Professores, estudantes e servidores técnicos-administrativos paralisaram hoje (03/04) a Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, em protesto contra a decisão administrativa do reitor Edilson Amorim de realizar a adesão da universidade a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH.

Logo no início da manhã, estudantes, professores e funcionários fecharam todos os portões do Campus e passaram a esclarecer a comunidade universitária e externa os motivos da paralisação. Alguns pontos isolados de conflitos foram registrados, mas foram rapidamente solucionados e o impedimento foi mantido.

Na avaliação das entidades representativas dos segmentos da UFCG, ADUFCG, Sintespb/UFCG e DCE-UFCFG e que integram o Fórum em Defesa do SUS de Campina Grande, a paralisação até o momento já pode ser considerada vitoriosa.

As agências bancárias instaladas dentro do campus também não funcionaram, da mesma forma que serviços de alimentação, xerox e de apoio que funcionam dentro do campus.

À tarde e à noite representantes dos três segmentos manterão o fechamento dos portões. Eles estão utilizando os veículos de comunicação para alertar aos alunos de cidades vizinhas evitem os transtornos de vir à Campina Grande e não assistirem aulas.

A paralisação foi aprovada nas assembleias gerais dos professores (27/03), estudantes (28/03) e dos servidores, que estão em greve desde o dia 31/03. A paralisação tem o objetivo de mobilizar a comunidade universitária e denunciar o ato autoritário do reitor, que desconsiderou a universidade e o seu órgão máximo de deliberação, o Colegiado Pleno do Conselho Universitário, que em 2012 rejeitou por 36 a 04 votos a adesão a Ebserh.

Para ampliar a pressão pela revogação da medida do reitor, estudantes mantém um acampamento com várias barracas em frente ao prédio da Reitoria da UFCG.

Repressão

Da mesma forma como em outras universidades onde ocorreram a adesão a Ebserh por iniciativa dos reitores, os dirigentes da UFCG também recorreram as Polícias Militar e Federal para reprimir quem protesta contra a iniciativa.

No dia 18 de março, após cancelar uma reunião do Colegiado Pleno do Conselho Universitário que analisaria a possibilidade de rediscussão da posição do órgão sobre a Ebserh, o reitor utilizou seguranças particulares e funcionários da UFCG para impedir a entrada de estudantes que foram até seu gabinete cobrar uma posição para evitar que ele realizasse uma adesão a Ebserh de forma monocrática. Também chamou as Polícias Militar e Federal para intimidar e tentar criminalizar a iniciativa dos estudantes.

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