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Câmara discutiu mudanças no trânsito em audiência pública

A Câmara Municipal  realizou uma audiência pública nesta terça-feira para discutir  junto aos vereadores e representantes de entidades empresarias e sociais, as mudanças no transito de Campina  Grande implantadas pela STTP. A mesma atendeu  propositura do presidente do Poder Legislativo, vereador  Antonio  Alves Pimentel Filho e contou a participação do  superintendente da STTP, Félix Araújo Filho.

Também participaram dos debates, o representante do Sitrans, Anchieta Bernardino; o presidente do SINEPEC, Antônio Andrade Irmão; o presidente da Associação Comercial de Campina Grande, Álvaro Barros; a representando a UCES, Socorro Nascimento; Coordenador de Transito da STTP, Carlos Dunga Jr;  Coordenadora do Plano de Mobilidade Urbana, Valéria Barros; a gerente de Transporte da STTP, Araci Brasil  entre outros.

Na abertura da audiência pública, o autor da propositura, vereador/presidente Antonio Alves Pimentel Filho, justificou que a realização desta audiência, objetiva reunir a STTP, com os comerciantes, taxistas, mototaxistas e demais entidades representativas, para debater as mudanças ocorridas em algumas ruas do centro da cidade. “A Câmara tem como finalidade, intermediar os problemas e o diálogo entre a população e seus seguimentos, com o Poder Público municipal”, argumentou Pimentel Filho.

O parlamentar ressaltou ainda que, “desta forma ouvimos e oferecemos aos comerciantes e entidades representativas a oportunidade de apresentar as suas queixas diante dos técnicos da STTP, para que seja encontrada uma saída”. Pimentel acrescentou ainda que, ao longo das mudanças de trânsitos, é até normal que existam reclamações, mas ele recebeu inúmeros grupos que sentem prejudicados com as modificações mais recentes e diante disso resolveu abrir o parlamento para o diálogo.

O superintendente da  STTP, Félix Neto argumentou que a ação fundamental de modificação do transito nas principais ruas do centro da cidade, foi embasada no Plano de Mobilidade Urbana. Todas as alterações estão previstas em um amplo estudo feito pelos técnicos da STTP. “Estamos democraticamente ouvindo e dialogando com os taxistas e mototaxistas para encontrar uma saída”, acrescentou Félix Neto.

Félix acrescentou ainda que em alguns locais tiveram que passar por adaptações, conforme consta  critérios do Plano,  aprovado  pela Câmara Municipal. Ele destacou ainda que essas mudanças estão sendo feitas uma equipe altamente capacitada e a meta é implantar o Plano conforme foi elaborado e aprovado.  Disse ainda que o órgão está ouvindo as reclamações populares e instituindo o diálogo com o povo e citou como desafio  encarado pelo órgão unir a vontade política com a viabilidade técnica.

A coordenadora do PlanMob, Valeria Barros, disse que Campina Grande é pioneira no estado da Paraíba na elaboração do Plano de Mobilidade assim como está entre as sete cidades brasileiras que melhor elaborou o Plano. Destacou que durante estudos foram constatados, além dos conflitos entre pedestre e veículos, fluxos de veículos saturados e aumento da frota. Neste sentido necessário foi devolver, em alguns casos, o espaço viário para o uso de todos, daí a necessidade de mudanças em ruas centrais da cidade.

Por fim os vereadores indagaram sobre  as mudanças, Olímpio Oliveira  registrou que muitas das propostas dele estão contempladas no Plano de Mobilidade Urbana da cidade e destaca que ciclovias devem fazer sentido no trânsito da cidade. Para ele é necessário um plano cicloviário e lamentou que as mudanças no trânsito de Campina tenham sido realizadas sem uma audiência pública. O vereador João Dantas destacou o trabalho feito pela STTP e disse que o transito, é uma ciência exata. O vereador Anderson Maia falou sobre a diferença de valor na cobrança da Zona Azul entre Campina e outras cidades.

O presidente a Câmara Municipal, vereador Antonio Alves Pimentel Filho questionou, por exemplo,  os requisitos de devem ser levados em conta para a construção de abrigos de ônibus e  esclareceu que existe uma lei que dispõe sobre a obrigatoriedade da STTP fiscalizar os estacionamentos da cidade, no tocante  a lugares para idosos e deficientes. Ele esclareceu ainda que alguns dos estacionamentos da cidade, a exemplo do antigo Posto Futurama interferem na mobilidade urbana.

O vereador Miguel Rodrigues elogiou os debates dizendo que essas discussões são essências para o bom desempenho das ações  do governo e ratificou a competência do quadro técnico da STTP e que o órgão trouxe à  CMCG a discussão do Plano de Mobilidade Urbana da cidade.
CMCG

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