Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2018

Debatedores cobram aplicação efetiva de leis de proteção ao idoso

As conclusões dos participantes do 1º Seminário Internacional sobre Educação e Saúde na Terceira Idade, encerrado na Câmara dos Deputados, foram de que há leis suficientes para proteger o idoso – o que falta é colocá-las em prática por meio de políticas públicas.

Na visão dos debatedores, muitas ações efetivas estão atrasadas em relação à mudança no perfil demográfico do País, que tem passado por um processo de envelhecimento acelerado da população. Para a promotora Rosana Bevervanço, do Ministério Público do Paraná, esse atraso provoca situações como o internamento de idosos que não precisariam estar nas instituições de longa permanência.

“Asilamento é exceção. É apenas para aqueles que não têm família ou famílias sem condições de arcar com os cuidados”, disse.

Assistência social
A professora Maria Iolanda de Oliveira, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PR), celebrou o fato de que, graças ao envelhecimento da população, a assistência social está deixando o caráter de filantropia e concessão de um favor para se tornar um direito social, a fim de atender principalmente a grupos vulneráveis e ameaçados de exclusão.

Sofia Pavarini, da Universidade Federal de São Carlos, salientou a importância da intergeracionalidade, ou seja, da integração entre as diversas faixas etárias, para manter o bom nível de saúde do idoso. Ela destacou a necessidade de políticas públicas de saúde voltadas para toda a vida.

Educação
A chamada “aprendizagem ao longo da vida” também mereceu destaque nos debates do seminário, organizado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. Rita de Cássia Oliveira, presidente da Associação das Universidades Abertas da Terceira Idade (Abrunati), informou que 180 instituições em todo o País possuem cursos de ensino permanente para os mais velhos.
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“Por meio da educação, o idoso consegue fazer coisas que ele pôde fazer durante a juventude ou a idade madura porque tinha de se dedicar à família ou ao trabalho”, apontou.

O professor José Alberto Yuni, da Universidade Nacional de Catamarca, na Argentina, mostrou como é essa educação para idosos em várias nações da América Latina.

“Na Costa Rica, o currículo é mais flexível. Na Argentina, os alunos são estimulados a aplicar o que aprenderam em suas comunidades. No Chile, a ênfase é no empreendedorismo. E em Cuba, além das aulas teóricas, há trabalhos de campo”, destacou.
‘Agência Câmara Notícias’

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