Domingo, 22 de Julho de 2018

Sarampo: Estados enfrentam surto

A vacinação contra o sarampo, em todo o país, está abaixo do esperado. Em alguns estados já tem surto da doença, que estava erradicada no Brasil.

Um chorinho de nada e a carteira de vacinação do Theo está em dia contra o sarampo. “Hoje ele tomou a segunda dose”, conta o professor Rômulo Medina. São duas doses: aos doze e aos quinze meses. Mas nem todo mundo está protegido como o Theo.

Em 2017, 20 estados e o Distrito Federal não alcançaram a meta de imunizar 95% das crianças. Os piores índices são no Pará, São Paulo e Acre. Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos da doença: em Roraima e no Amazonas. E há casos confirmados em outros três estados: São Paulo, Rio Grande do Sul e Rondônia.

Neste momento em que o sarampo volta a preocupar os brasileiros, não apenas as crianças mas também os adultos estão na mira do Ministério da Saúde. Quem tem mais de 26 anos e nunca teve a doença deve procurar um posto para tomar a vacina.

A orientação do Ministério da Saúde é a seguinte: pessoas com até 29 anos devem tomar duas doses; de 30 a 49 anos, uma dose basta; quem tem mais de 50 não precisa se vacinar porque provavelmente já teve contato com a doença.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Mundial da Saúde o certificado de eliminação da circulação do vírus e não quer perder esse título. “É importante que fique claro que mesmo com a doença eliminada, ela ainda acontece em outras regiões. Por isso há necessidade que todo mundo seja vacinado, de acordo com as recomendações do calendário nacional de vacinação”, afirma Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações – MIS.

No Rio, há treze casos sendo investigados. Um deles já confirmado em um primeiro exame, mas ainda aguarda testes complementares. A proteção contra o sarampo vale para todos.

“A gente tem que ter a pro-atividade de se vacinar e não é só a criança. Precisamos entender definitivamente que se não vacinarmos os adultos, essas doenças erradicadas vão voltar ao nosso país”, diz Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.
G1 / JN

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