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Governo lança programas de incentivo à indústria na Região Norte

Para melhorar os processos produtivos de empresas e ampliar a entrada de produtos na Região Norte do País, o Ministério da Indústria e Comércio Exterior lançou na sexta-feira (12), dois novos programas nas capitais do Acre e Rondônia: o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e o Brasil Mais Produtivo.
“O cenário econômico não é dos melhores. Outro dado que preocupa é o desemprego. A indústria é um dos principais motores do desenvolvimento e deve manter o seu papel de protagonismo na recuperação do Brasil. É fundamental que a indústria mantenha a sua competitividade. Nesta linha, das dificuldades pelas quais a indústria vem passando, o ministério desenvolveu esses dois programas, que visam também a inserção da indústria no comércio exterior”, disse  o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira.
O ministro reforçou ainda que o objetivo da pasta é investir na exportação para recuperar a indústria. “Tenho muita confiança de que os índices vão melhorar depois da confirmação do impeachment. Nos últimos dois anos, a indústria perdeu quase um milhão de vagas no mercado de trabalho. Estamos empenhados em facilitar a vida do exportador e do importador. No atual cenário, que a economia começa a dar sinais de recuperação, o comércio exterior é o refúgio da indústria”, afirmou.
Exportações
O ministro também destacou outra importante ação de estímulo às exportações: o Portal Único de Comércio Exterior. “Esta é uma ação do Mdic em articulação com 22 órgãos do governo. Estamos integrando todos esses entes para termos até o final do ano que vem uma janela única para o comércio exterior, para facilitar e desburocratizar a vida do empresário exportador”
Segundo o ministro, com a medida, a ideia é zerar o uso de papel e reduzir o prazo de exportação de 13 para 8 dias e de 17 para 10 dias o prazo de importação.
“Vivemos uma situação que exige urgência e acreditamos que esta seja uma excelente oportunidade para encaminhar nossas demandas. Temos um governo parceiro da atividade industrial”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Acre (Fieac), José Adriano Ribeiro da Silva.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero),  Marcelo Thomé, a indústria e o comércio exterior são um dos mecanismos para alavancar a retomada do crescimento econômico.
“A indústria manufatura bens e produtos agregando valor e tecnologia. O comércio exterior expõe a qualidade dos produtos brasileiros, equilibrando as trocas e a balança comercial, gerando receita e qualidade de vida”, afirmou Thomé.
Programas
O PNCE tem o objetivo de aumentar o número de empresas que operam no comércio exterior e, consequentemente, aumentar as exportações de produtos e serviços. As empresas terão com ferramentas de treinamento, capacitação, consultoria para adequação de produtos, e identificação de mercados.
O Plano é desenvolvido em cinco etapas – sensibilização, inteligência comercial, adequação de produtos e processos, promoção comercial e comercialização. Além disso, possui três temas transversais para o direcionamento das empresas: financiamento, qualificação e gestão.
Já o Brasil Mais Produtivo é um programa cuja ação está focada na melhoria do processo produtivo das empresas brasileiras e tem como objetivo aumentar em pelo menos 20% a produtividade das empresas participantes.
Em Rondônia, a partir do critério de priorização de impacto local, foram feitos estudos técnicos que definiram duas aglomerações do setor moveleiro como focos para as consultorias: o Arranjo Produtivo Local (APL) de Madeira e Móveis de Ariquemes e o APL de Madeira e Móveis de Ji-Paraná.
No Acre, os estudos apontaram duas aglomerações do setor de alimentos e bebidas como focos para as consultorias. São os APLs de Frutas de Acrelândia e o de Pecuária de Rio Branco.
O objetivo é reduzir os desperdícios mais comuns no processo produtivo: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos. O Brasil Mais Produtivo vai atender, em todo o país, três mil pequenas e médias indústrias dos setores de alimentos e bebidas, vestuário e calçados, metalomecânico e moveleiro.
Portal Brasil, com informações do Ministério da Indústria e Comércio Exterior
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