Projeto começa a cadastrar 1,8 mil catadores de lixo de 30 cidades

Cadastrados devem ser inseridos em programa de formação e apoio a empreendimentos solidários.

Começou esta semana o cadastro de catadores de resíduos sólidos de 30 cidades paraibanas, que devem ser inseridos num programa de formação e apoio a empreendimentos solidários. O trabalho começou esta semana na Comunidade Amizade, no bairro de Paratibe, em João Pessoa, mas vai passar por mais de 30 cidades do Litoral, Borborema e Sertão para cadastrar cerca de 1,8 mil catadores.

O cadastro está sendo feito com a ajuda de catadores mobilizadores, que reúnem os grupos em local e horário combinado para que eles conheçam o projeto e se cadastrarem. O trabalho é feito por educadores da Escola de Serviço Público da Paraíba (Espep).

A ação prevê a distribuição de kits de equipamentos de proteção individual a todos os cadastrados. Com o mapeamento nos municípios, os técnicos do projeto vão identificar dez grupos que vão ser habilitados para serem nucleados numa segunda fase. Eles vão receber capacitação específica em economia solidária e gestão de resíduos sólidos.

Para os catadores que forem inseridos na segunda etapa do projeto também serão articuladas políticas públicas, a exemplo de redirecionamento das ocupações laborais, Programa Brasil Alfabetizado, inserção em salas regulares da Educação de Jovens e Adultos ou criação de turmas específicas. Esses catadores, que já atuarão em modelo de empreendimento solidário, ainda irão participar de atividades de promoção ao fortalecimento da educação ambiental e coleta seletiva em seus municípios de atuação.

Condições de trabalho

No condomínio Amizade, 13 catadores foram cadastrados, entre eles Neide Marques, de 52 anos, catadora há seis, e que diariamente percorre as ruas dos bairros de Mangabeira e Valentina. “Espero que o projeto melhore as condições de nosso trabalho. Eu trabalho nas ruas, com sacos plásticos, sem luvas e sem equipamento”, diz.

Segundo a secretária Executiva de Segurança Alimentar e Economia Solidária, Paula Almeida, o projeto fortalece a identidade do catador através de um “trabalho de identificação, sensibilização e mobilização, com um propósito final de organização em grupos”.

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