STTP apresenta relatório com estudo da violência no transporte coletivo

Durante reunião do Conselho Municipal de Segurança, ocorrida na tarde desta segunda-feira, na sede do Ministério Público, o superintendente da STTP, Félix Neto, apresentou relatório com estudo da violência no transporte coletivo em Campina Grande.

De acordo com os dados coletados pela Divisão de Estatísticas da STTP, de janeiro a julho de 2017 foram cometidos sessenta e dois assaltos nos ônibus coletivos, com uma estimativa de um assalto a cada três dias, e na maioria com uso de arma de fogo.

Constatou-se também que 70% dos assaltos são praticados por dois ou mais elementos (em média 2,2), tendo ocorrido casos com até oito assaltantes.

Os dias de maior ocorrência desses assaltos é na segunda e terça feira, e o horário predileto para os crimes é das 18:00 às 22:00h. O relatório aponta que a empresa de transporte coletivo mais atacada é a Nacional, que faz parte do Consórcio Santa Maria. Nas abordagens dos assaltantes aos passageiros, o objeto mais cobiçado é o dinheiro (prejuízo de mais de R$ 5 mil) seguido de celulares.

O maior número de criminosos por assalto ocorre no bairro José Pinheiro(1º lugar) seguido do Jardim Paulistano(2º). O ranking dos assaltos com uso de arma de fogo aponta o José Pinheiro (1º lugar) seguido do Distrito Industrial (2º). O mês de abril (17) foi o que mais ocorreu assalto, com estimativa de 1 a cada dois dias. A Rua Assis Chateaubriand apresenta o maior número de assaltos seguido das Ruas Almirante Barroso e Joana D’arc de Arruda.

Segundo Félix Neto, a divulgação do relatório demonstra uma preocupação da Prefeitura de Campina Grande, com a onda de assaltos e roubos ocorridos não só dentro do Terminal de Integração, como também dentro dos transportes coletivos. E essa preocupação novamente foi levada ao conhecimento do Conselho Municipal de Segurança, e desta vez com dados que podem colaborar com a Policia Militar, para que as operações sejam mais eficientes, mais efetivas no ponto de vista de abordagens em locais detectados pelos estudos da STTP.

“Recebemos uma série de boletins de ocorrências, feitos através de estudantes, motoristas de ônibus, pelo Sitrans, e por outros populares vitimas da ação de bandidos, e dai começamos a estudar cientificamente essas ocorrências. E dentre esses dados temos identificado o dia, a hora, e os locais, e a forma utilizada pelos bandidos nesses acontecimentos. Agora estamos tornando público, e colaborando com a Policia Militar para que possa melhorar sua atuação no combate a esses crimes no transporte coletivo”, disse Félix Neto.

O dirigente da STTP recomenda ainda, para quem utiliza transporte coletivo, que evitem levar dinheiro para pagamento da tarifa de ônibus, que levem o cartão Vale Mais, já que o objeto principal de busca dos assaltantes não é celular, nem joias, e sim o dinheiro.

Com relação a garantias de segurança no Terminal de Integração, a STTP também tem pautado o assunto constantemente ao comando da Policia Militar, que resiste na estratégia de colocar uma viatura com um efetivo constante naquele espaço público. Ainda durante a reunião do COMSEG, e na presença do próprio comandante Cel. Lamark, o superintendente Félix Neto renovou o pedido por policiamento no Terminal, que é um local de aglomeração onde em média 80 mil pessoas passam por dia, e a segurança é primordial para todos.

A posição do comando da PM é contrária a presença de uma viatura dentro Terminal, achando desnecessária, já que a segurança tem sido feita dentro de uma estratégia operacional e que vem dando resultados.

Ainda durante a participação da STTP, foi apresentado o projeto da “Influencia da Fiscalização Eletrônica Sobre os Acidentes de Trânsito de Campina Grande”, num relatório apresentado pelo gerente de trânsito, Daniel Araújo e por Erivaldo Silva, responsável pelo setor de estatísticas do órgão.
PMCG

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