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Médica fala na Câmara sobre a síndrome da zika congênita

A presidente do Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto – Ipesq, Adriana Melo, participou da sessão especial na Câmara de Vereadores de Campina Grande para discutir a situação da epidemia de zika, dengue e chikugunya na cidade. Durante o debate, que aconteceu na manhã desta terça-feira, 05, a médica falou dos avanços das pesquisas desenvolvidas pelo Ipesq sobre a síndrome da zika congênita, além do acompanhamento às crianças com alterações neurológicas acompanhadas no ambulatório especializado do Hospital Municipal Pedro I.

Na tribuna do legislativo municipal, a Dra Adriana Melo, pediu apoio dos vereadores união das bancadas e apoio para buscar financiamento para as pesquisas sobre zika. “Hoje, a única ajuda que temos recebido é da Prefeitura de Campina Grande, cuja obrigação seria apenas com a assistência, mas que tem financiado nossos estudos com a realização de exames de ultrassonografia e ressonância magnética, por exemplo. Recebemos muitas promessas de recursos externos, mas até agora nada foi feito efetivamente”, declarou.

Adriana Melo defendeu ainda que sejam criados polos de fisioterapia para estímulo precoce das crianças que nascem com a síndrome da zika congênita. Segundo ela, não é admissível que uma mãe precise se deslocar 400 km até Campina Grande para realizar o tratamento dessas crianças.  “Diferente do padrão clássico de microcefalia, nos novos padrões que estão surgindo, não há destruição total das células embrionárias. Portanto, o estímulo precoce já nos primeiros meses de vida pode ser o diferencial para o desenvolvimento desses bebês”, informou.

Ao relatar os últimos resultados das pesquisas, que estão sendo feitas em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Adriana Melo chamou atenção mais uma vez que os problemas provocados pelo vírus zika vão muito além da microcefalia. “Desde o início, estamos alertando para isso. Os achados dos casos de Campina Grande têm mostrado que o vírus pode provocar atrofias neurológicas muito agressivas. A microcefalia é apenas uma das consequências do problema”, revelou.

A pesquisadora também demonstrou preocupação com o uso excessivo de repelente e larvicida para tratamento dos focos do mosquito. “Nunca se utilizou tantos estes produtos químicos, como agora. Temo que no futuro tenhamos muitos casos de doenças, como a leucemia, causadas por conta disso. Temos que buscar medidas emergenciais para evitar a proliferação do mosquito, mas que não causem mais danos ainda à saúde da população”, finalizou.
CMCG

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