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Promotor de Justiça desmente a existência do “Fio Preto”

Glauberto Bezerra explicou que o TAC foi assinado em virtude do trato não adequado de alguns funcionários com os clientes.

Perguntado sobre a confusão envolvendo a Energisa nos últimos dias sobre Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e “fio preto”, o Promotor de Justiça Glauberto Bezerra, desmentiu a versão de que a empresa tenha fraudado as contas de energia de seus clientes.

Ele explicou que, paralelamente à investigação sobre o “fio preto”, cuja prática foi totalmente descartada, foram encontradas irregularidades na falta de cortesia dos funcionários da Energisa durante o contato com os clientes, o que, segundo ele, causou dano coletivo e justificou a assinatura de um TAC em benefício do Fundo de Direito do Consumidor.

“Eu acho que efetivamente foi uma verdadeira confusão terminológica”, afirmou Glauberto, que explicou que, ao lerem o TAC, as pessoas não entenderam perfeitamente se confundiram sobre o que, na realidade, foi uma investigação de âmbito civil.

“O que nós identificamos foram algumas irregularidades como tratamento inadequado aos clientes, descumprindo a norma da Aneel, o que resultou no TAC em benefício do Fundo de Direito do Consumidor”, explicou.

O promotor também disse que “se tivesse efetivamente ocorrido o fio preto como conduta descrita, alguém estaria preso. Tenham certeza”.

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