Terça-Feira, 14 de Agosto de 2018

TCU quer a sociedade mais atuante no combate à corrupção

Raimundo Carreiro lembrou que, ao assumir a Presidência do Tribunal, uma de suas primeiras ações foi criar a Secretaria de Relações Institucionais de Controle no Combate a Fraude e Corrupção

O ministro da Transparência e da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, e o presidente TCU, Raimundo Carreiro, participaram do painel “O papel da Governança Pública no combate à corrupção”

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Raimundo Carreiro, participou do seminário de celebração dos 25 anos da Advocacia-Geral da União (AGU), realizado em Brasília (DF). Convidado pelo órgão a compor o painel “O papel da governança pública no combate à corrupção”, Carreiro defendeu uma maior participação da sociedade nos processos de controle dos gastos públicos. O debate contou com a presença do ministro da Transparência e da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário.

De acordo com o presidente do TCU, uma sociedade fortalecida e com maiores oportunidades é capaz de transformar o perfil cultural enraizado dos desvios públicos. “Infelizmente, o cidadão só começa a despertar para a fiscalização durante períodos pontuais, como a época das eleições. Se houvesse uma vigilância constante sobre os representantes, com certeza nós teríamos resultados mais positivos”, destacou.

Carreiro ainda falou sobre os diversos momentos em que o tema corrupção esteve em evidência e destacou que nos últimos anos houve avanços históricos no combate a ilegalidades no Brasil. Ele lembrou que, ao assumir a presidência do Tribunal, uma de suas primeiras ações foi a criação da Secretaria de Relações Institucionais de Controle no Combate a Fraude e Corrupção (Seccor): “Além de ajudar a coibir a corrupção na administração pública federal, a secretaria foi instituída também para facilitar a cooperação entre o Tribunal e os outros órgãos e entidades de controle e fiscalização”, explicou o ministro-presidente.

Já o ministro Wagner Rosário destacou que medidas de integridade são essenciais e devem fazer parte dos planos de governança. Ele também acredita que a mudança de cultura contribuirá para a melhoria do quadro de corrupção do Brasil. “Imagine um governo federal que precisa trabalhar para mudar a cultura de um país, que hoje responde a um ciclo vicioso de corrupção que gera desigualdade social e desperdício de dinheiro público”, disse Rosário.
TCU

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