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Agora vai! Couto compara tentativa de degola de Dilma a martírio de João Batista

O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) esteve nesta segunda-feira, 29, boa parte do dia no Senado Federal acompanhando a defesa que a presidenta Dilma Rousseff (PT) fez na reta final do julgamento do impeachment. À tarde, o parlamentar voltou à Câmara Federal onde, num pronunciamento cheio de simbolismo, lembrou que a data, 29 de agosto, é marcada na Igreja Católica ao martírio de São João Batista, degolado pelo poder da época, Herodes.

“Na mesma data, tentam degolar a democracia e degolar a nossa Presidenta, através de um processo de impeachment que foi colocado de forma irresponsável, é algo que não tem consistência e que a presidenta colocou com clareza, tanto que alguns senadores da oposição entraram com uma questão de ordem dizendo que ela estaria falando mal deles”, disse Couto.

O parlamentar paraibano reiterou entender que o afastamento de Dilma Rousseff é um golpe e uma farsa: “É um jogo de cartas marcadas. É um revanchismo de Eduardo Cunha que, não satisfeito com o fato de a nossa bancada, no Conselho de Ética, não aceitar liberá-lo da cassação do mandato, usa do expediente de fazer um processo de impeachment que, na realidade, não tem consistência nenhuma. Espero, sim, que os senadores — aqueles que têm boa-fé, porque quem age de má-fé não há qualquer possibilidade de mudança, ele não se converte — que agem de boa-fé possam mudar e podem impedir que essa injustiça seja feita contra a nossa Presidenta.Tenho certeza de que, neste dia do martírio de São João Batista, muitos daqueles que se dizem católicos, cristãos não irão se submeter a essa situação e não irão votar favoráveis ao impeachment que é ilegal, ilegítimo e no qual não há crime de responsabilidade. Além de haver crime de responsabilidade tem de haver dolo, e não há dolo naquilo que foi praticado”.

Couto encerrou seu pronunciamento rogando a Deus para que a graça divina desça sobre a mente, os corações e as entranhas dos senadores para que reprovem o impeachment e Dilm possa concluir o seu mandato.
Ascom

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