Política

Assembleia debate abertura de concursos para tradutor juramentado

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou sessão especial para debater a situação da tradução juramentada no estado. A sessão, proposta pelo deputado Bosco Carneiro (Cidadania), discutiu com professores e estudantes da área a abertura de concursos para o cargo de tradutor público e intérprete comercial, que é responsável por realizar a tradução de documentos oficiais em língua estrangeira com validade no Brasil.

Para Bosco, a necessidade de tradutores juramentados vem crescendo conforme avança o desenvolvimento econômico no estado. “É um assunto importante e o nosso papel é fazer essa interlocução. É importante a Assembleia encaminhar as propostas para que, por exemplo, seja realizado em pouco tempo um concurso novo de forma a habilitar vários profissionais nessa atividade”, afirmou o deputado.

O diretor-presidente da Junta Comercial da Paraíba (Jucep), Simão Almeida, destacou que a consolidação de uma base de tradutores juramentados vai fortalecer a economia do estado. “Hoje, nós estamos pensando em investimentos internacionais aqui na Paraíba e essa atividade da tradução oficial vai ser fundamental. Então, isso vai trazer, com certeza, ganhos para o Estado e a Junta tem a responsabilidade legal de regular toda essa atividade”, ressaltou.

Atualmente, na Paraíba, existem apenas dois profissionais regulamentados, sem haver concurso público para o cargo há mais de 40 anos. A vice-coordenadora do curso de Línguas Estrangeiras Aplicadas às Negociações Internacionais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), professora Kátia Fraga, explicou que a ausência de mais tradutores concursados prejudica o estabelecimento de relações e acordos comerciais do estado com outros países.

“Num estado que está se internacionalizando como a Paraíba e que está fechando negócios com grupos que vêm aqui com interesse de investir, é necessário a abertura de concurso público para diferentes línguas, porque é uma porta que se abre para novas oportunidades, além do fato de pessoas da universidade que muitas vezes vão para fora e precisam apresentar documentação que tenha um carimbo de tradutor juramentado”, concluiu Kátia.

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