Nordeste

Estado integra programa federal de segurança nas fronteiras e divisas

A partir de agora, o Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (VIGIA), da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), passa a atuar nas divisas do Ceará. Com ação integrada entre agentes de segurança pública estadual e federal, a iniciativa tem como foco aumentar a fiscalização e a repressão contra os crimes nas divisas do estado, como contrabando e tráfico de drogas. O VIGIA já está em 15 estados em todo o Brasil, sendo o Ceará o segundo do Nordeste a fazer parte do programa.

Entre as linhas de atuação do VIGIA estão operações integradas, aquisição de equipamentos, capacitações e bases operacionais com integração de sistemas. De acordo com o coordenador-geral de fronteiras do MJSP, Saulo de Tarso Sanson, uma das intenções do programa no estado é também coibir possíveis ocorrências de crimes por meio de rotas marítimas.

Em 2020, o Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas gerou R$ 2 bilhões de prejuízo aos criminosos e mais de R$ 483 milhões de prejuízo evitado aos cofres públicos brasileiros.

VIGIA

O programa teve início em abril de 2019 e conta, até o momento, com 15 estados: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins. Outros estados de divisa também estão em fase de adesão ao programa.

Desde que o VIGIA foi implantado, já foram apreendidas mais de 800 toneladas de drogas, mais de 100 mil maços de cigarros, mais de 4.000 veículos, mais de 400 embarcações, mais de 22 mil celulares, quase 133 toneladas de agrotóxicos e 10.622 pneus.

Forças-Tarefas SUSP

Em janeiro deste ano, o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, lançou o Plano de Forças-Tarefas SUSP de Combate ao Crime Organizado, que tem como objetivo reduzir os indicadores de crimes praticados por membros de organizações criminosas, como homicídio, latrocínio, tráfico de drogas e roubos a bancos, cargas e veículos. Os primeiros estados a aderirem ao plano foram Ceará e Rio Grande do Norte.

O Forças-Tarefas tem como foco as ações de prevenção e repressão, a partir da atuação conjunta, coordenada, sistêmica, integrada e cooperativa entre as polícias da União e dos estados em ações de inteligência, análise, monitoramento e investigação de grandes organizações criminosas.

Além disso, tem como linha de atuação a busca pelo isolamento de líderes de organizações criminosas no sistema prisional, a prevenção e a repressão da criminalidade violenta praticada por esses grupos, a descapitalização das facções, com foco no bloqueio de bens e valores, além da venda antecipada desses bens.
Com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública

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