Saúde

Estímulo a crianças com Síndrome de Down ajuda a desenvolver

Na quinta-feira, 21 de março, é o Dia Internacional da Síndrome de Down. As crianças portadoras da síndrome têm características e personalidades diferentes e únicas.

A trissomia do cromossomo 21 – como também é conhecida – não é uma doença. A condição é causada pela alteração no número de cromossomos, que faz as pessoas com a síndrome terem 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maioria das outras.

Desde a infância, quando damos nossos primeiros passos para a socialização e construímos nossos primeiros elos, uma criança portadora da síndrome de down já enfrenta preconceitos. Apesar de ser garantido em constituição a matrícula de qualquer pessoa com necessidade especial em educandários comuns, algumas escolas evitam alunos com a síndrome por eles terem um ritmo próprio de aprendizado.

Para quebrar barreiras e preconceitos arraigados, as crianças com Down precisam ser estimuladas de forma adequada e inclusiva, cercada de pessoas que acreditam na capacidade delas, visto que elas podem se tornar adultos qualificados, conscientes de sua condição e direitos e ter uma vida plena e gratificante.

Preocupada com a exclusão social de crianças e jovens com a síndrome e outros tipos de deficiências de aprendizado, a diretora da Escola Novo Olhar, Sofia Maia, trabalha com esse público de forma especial. “Buscamos desenvolver a cognição dessas crianças através de atividades recreativas, como a dança e o teatro. Também estamos trabalhando em cima de atividades da vida diária, a culinária, arrumação da casa e etc. Tudo que estimule atividades motoras está no nosso foco”, explica a psicopedagoga.

De acordo com Sofia, o estímulo dos pais, aliado aos da escola, auxiliam no desenvolvimento físico e neurológico dos pequenos. “A educação e o carinho dos genitores é importante para evitar a exclusão social e garantir que as crianças sejam felizes e tenham mais autonomia”, completa.

A Escola Nova Olhar funciona no bairro dos Estados desde 1999. Fundada pela psicopedagoda e psicóloga Sofia Maia, a escola tem aulas de reforço e alfabetização, recreação, arte, dança e teatro voltadas para crianças e jovens com Down e outras deficiências de aprendizado. Com modelo pedagógico remodelado e diferente das escolas tradicionais, a Novo Olhar tem o objetivo de estimular a autonomia e a interação do público atendido com o meio social.

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