HOME_______________________________________________

Limite de navegação pode deixar muita gente desconectada no fim do mês

Mais uma polêmica no mundo da tecnologia. Esta tem a ver com você e a sua internet. A Vivo, a NET e a Oi, três grandes operadoras de banda larga em atividade no país, disseram há pouco tempo que a partir de agora todos seus planos de internet fixa serão controlados por limites de dados. Ou seja, a internet da sua casa ou escritório – assim como nosso 3G ou 4G – também vai ter um limite de uso que, se for atingido, resultará no corte arbitrário da sua conexão ou em uma diminuição drástica da velocidade da sua banda larga. Péssima notícia…

Até pouco tempo atrás – e a gente já estava acostumado – os planos de banda larga fixa eram regulados apenas pela velocidade de conexão, sem qualquer limite de dados. Se antes a gente podia fazer o que bem entendia como baixar filmes, músicas, assistir vídeos e tudo mais sem se preocupar, agora com um limite de consumo, dependendo da forma que cada um usa a internet, muita gente pode chegar ao fim do mês desconectado; mesmo pagando tudo em dia.

Para ter uma ideia do que isso significa, veja esta conta simples. O plano mais alto e mais caro oferecido pela Vivo é de 130 Gigabytes por mês. No Netflix, por exemplo, assistir a um filme em alta definição consome, em média, 3 Giga por hora. Se você assistir a dois episódios da sua série favorita por dia, com cerca de 50 minutos cada um, e em alta resolução, ao fim do mês você já terá gasto 180 Giga – muito mais do que o limite máximo, só com Netflix. Fora isso, existem todos outros serviços online que a gente usa diariamente: YouTube, vídeos e fotos consumidos no Twitter ou Facebook; Snapchat e tudo o que os aplicativos do seu smartphone ainda consomem. No final das contas, ainda precisamos lembrar que, em casa, normalmente mais de um membro de família usa a mesma conexão de internet. Resumo dessa equação: 130 gigabytes não é nada para a maioria dos usuários comuns hoje em dia.

As empresas justificam melhor dimensionamento dos seus serviços para adotar tal prática. A gente duvida; é mais fácil acreditar que agora esse setor poderoso terá outra carta na manga para convencer o consumidor a contratar um serviço de banda larga com franquia maior, mais velocidade ou, se não, pagar pelo uso excedente.

A Anatel, que regula as telecomunicações no país, permite esse tipo de modelo de cobrança; assim como já acontece com os planos de dados móveis. Em nota, a Agência morde e assopra; primeiro diz que que a interrupção da internet após o término da franquia contratada não fere a regulamentação do setor de telecomunicações, mas se defende alegando que prática do bloqueio de internet após o consumo da franquia não é determinada pela Anatel, nem tampouco está prevista na sua regulamentação. Conversa…

Para nós, consumidores quase reféns dessas empresas, resta reclamar.

Ainda que hajam regras para o modelo de franquia de dados, órgãos de defesa do consumidor dizem que a prática é extremamente abusiva e ainda fere o Marco Civil da Internet. A lei diz que uma empresa só poderia impedir o acesso de um cliente à internet em caso de falta de pagamento da conta… E você, o que acha dessa situação?

Que tal aproveitar o momento que vive nosso país e aproveitar para exigir mais um direito que a gente conquistou?

OLHAR DIGITAL

Print Friendly, PDF & Email

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Veja online a situação da Pandemia

^ Ir Para Topo ^