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Livro-catálogo é lançado no 3º aniversário de registro da Feira de Campina como Patrimônio Cultural

A Feira Central de Campina Grande é reconhecida pelo Instituto de Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), como Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil. O registro, que neste domingo, 27, comemora seu terceiro aniversário, legitima a garantia de políticas de fomento a salvaguarda de bens que foram registrados como patrimônio e que correm o risco de desaparecer. Para marcar a passagem dessa data será lançado neste domingo o livro-catálogo “Coisas de Mei de Feira”, sendo este tipo de produção um dos elementos para política de Salvaguarda de um bem nacional.

De acordo com Giovanna de Aquino Fonseca Araújo, organizadora da obra e integrante do Comitê Gestor para salvaguarda da Feira de Campina Grande, a publicação do livro-catálogo é de grande valia para feirantes e fregueses que frequentam a Feira Central, uma vez que possibilita a informação e a localização de quase tudo que existe neste lugar.

A publicação apresenta-se nos formatos físico e digital (e-book) com recursos audiovisuais, uma vez que possibilita aos leitores a experiência da musicalidade inspirada na Feira, pois traz, na sua contracapa, em QRCode, a canção “Feira Central”, de autoria do músico e intérprete Edmar Miguel.

Os interessados em apreciar a obra podem acessar os links https://drive.google.com/file/d/1DFE5VPLL7HTFukHZhuItP5n8N4XjRgzk/view?usp= e https://drive.google.com/file/d/1eWc3yHHlrsGUJGIT6IEyuW3qw7FekaBe/view?usp=.

“Coisas de Mei de Feira” apresenta classificações de produtos e serviços comercializados no mercado central com os contatos dos comerciantes, como são conhecidos, suas localizações e o que comercializam. Apresenta também ricas ilustrações que foram desenhadas a mão, em grafite, pela arte educadora Márcia Menezes a partir de referenciais fotográficos, além de versos poéticos que marcam a abertura de cada capítulo da escritora e cordelista Juliana Doronin.

Em setembro de 2017, praticamente um ano após o registro da feira como patrimônio cultural, o IPHAN realizou Fórum de Salvaguarda oportunidade em que foi iniciado o cadastro dos feirantes no banco de dados que iria compor o catálogo.

Outra fonte de dados foi o relatório dos participantes no evento para classificação desses dados, conforme o documento de atendimento do Sebrae, bem como a plataforma digital do projeto “Bom é na Feira”, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, além cadastro virtual realizado, em dois momentos, por meio de links editados em formulário gerado pelo google forms.

Além destas fontes foram utilizados os cartões de visita de alguns feirantes e foi realizado cadastro pessoalmente na feira central por cadastradores voluntários. As expressões culturais do coco de roda, repente, cordel e roda de capoeira que acontecem na feira, também foram contempladas na publicação.

Para o levantamento dos artistas e ativistas culturais contou-se com a ajuda do idealizador e produtor cultural do Dia do Rojão, Fredi Guimarães.

“Agradecemos a todos os colaboradores citados na ficha técnica, e especialmente ao IPHAN Superintendência do estado da Paraíba por financiar a publicação deste material que não é apenas publicitário e comercial, mas também um recurso descritivo dos bens culturais que a feira central dispõe”, destacou Giovanna de Aquino.

Relevante esclarecer que diante da pandemia ocasionada pela Covid-19, e a impossibilidade de aglomerações regularizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), não foi possível à realização de atualização de cadastro com todos os comerciantes. Por isso, a publicação apresenta um recorte do quantitativo de feirantes. Trata-se de representação dos variados tipos de comércio existentes na feira central. Em outra oportunidade, será realizada a atualização do cadastro em sua totalidade.

Tão logo a pandemia do novo coronavírus acabe haverá a distribuição dos exemplares, junto aos comerciantes catalogados, oportunidade em que o Iphan e a PMCG estarão apresentando a culminância dos projetos culturais de Salvaguarda iniciados no ano passado e concluídos em 2020.
Condecom

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