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Promotoria requisita inquérito policial para investigar rinhas de galo

A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Bayeux requisitou a instauração de inquérito policial para apurar a prática de crime de quadrilha envolvendo rinhas de galo organizadas no município localizado na Grande João Pessoa.

No último dia 5 de março, 32 animais foram apreendidos e oito pessoas foram presas, durante uma operação realizada pelo Batalhão da Polícia Ambiental para desarticular uma rinha de galo na cidade. Além dos galos, a polícia encontrou diversos materiais utilizados na prática criminosa para potencializar os golpes dos animais, como esporas, biqueiras, tesouras e anabolizantes.

As pessoas detidas foram multadas administrativamente e vão responder por crime de maus-tratos contra animais, previsto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/98. A pena para esse crime é a de detenção, de três meses a um ano, e multa.

A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Bayeux também instaurou procedimento para acompanhar o caso, uma vez que alguns dos detidos já responderam pela prática de outras rinhas de galo no município.

Caso constatada a associação de três ou mais pessoas para a prática reiterada de rinhas de galo, os investigados poderão ainda responder por crime de quadrilha, podendo ser punidos com detenção pelo período de um a três anos.

Para a promotora de Justiça Fabiana Lobo, “quem promove ou participa de rinhas de galos está cometendo crime”. “Essa prática cruel contra animais será intensamente fiscalizada e punida na cidade, pela parceria constante entre o Batalhão da Polícia Ambiental, a Polícia Civil e o Ministério Público de Bayeux”, destacou.
MP

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