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Vereadora cria o “Projeto O PELADÃO” no município de Campina Grande

PROJETO DE LEI Nº ________/2018

EMENTA: CRIA O PROJETO O PELADÃO NO MUNICIPIO DE CAMPINA GRANDE E DÁ OUTRASPROVIDÊNCIAS.

                            Art. 1º – Fica  Criado o Projeto O PELADÃO no município de Campina Grande  e dá outras providências.

                      Art. 2º – A administração do complexo será regida por um código de postura criterioso de responsabilidade da SEJEL

                      Art. 3º – Revogam-se as disposições em contrário.

                    Sala das Sessões da Câmara Municipal de Campina Grande “Casa de Félix Araújo”, em 05 de dezembro de 2018.

SORAYA BRASILEIRO

Vereadora/DC

JUSTIFICATIVA:

                   Campina Grande cidade núcleo do Compartimento da Borborema notabilizou-se no passado por ser grande centro comercial/industrial de algodão e sisal.  Por sua própria característica de independência e iniciativa do seu povo a Rainha da Borborema sempre foi pioneira em vários aspectos.  Se nos anos 40 Campina era a segunda maior exportadora de algodão do mundo, no início do século XXI a revista americana Newsweek destacava em uma de suas edições que a cidade do interior da Paraíba figurava junto com outras nove urbes do planeta como polo tecnológico consolidado mundialmente. Ou seja, diante do declínio do ciclo algodoeiro iniciado na década de 80 a cidade não ficou inerte. Foi em busca de outras possibilidades e vocações.

                     Localizada a 120 km do litoral, Campina Grande tem peculiaridades que devem ser observadas nos aspectos referentes a entretenimento e eventos esportivos. Existem na cidade centenas de times de futebol amador que dividem o dia de domingo com os Clubes de futebol profissional detentores de consolidada hegemonia no cenário esportivo do Estado. Pela manhã a festa da Pelada. No período da tarde o jogo do Galo e da Raposa. O protagonismo da Pelada no lazer da cidade não é apenas reconhecido por adeptos, mas por toda sociedade Campinense. As tendas armadas na beira dos campos de terra abrigam caixas de isopor, churrasqueira portátil, rouparia da agremiação, locutor de rádio comunitária, charanga e torcida. O comércio que gira em torno do evento é intenso e a integração das comunidades é consolidada com a organização de torneios entre suas equipes.  As cidades litorâneas priorizam o dia feriado para as famílias irem à praia. A praia de Campina é o campo de Pelada pela manhã e o Amigão à tarde. 

                      Mas o progresso sinaliza para o inevitável. Por conta da expansão da construção civil e novos empreendimentos que geram indiscutível desenvolvimento para a cidade, os times de futebol amador estão ficando sem endereço.  Numa estimativa baseada no avanço dos programas habitacionais e na evidente valorização/comercialização dos terrenos, em cinco anos não existirá 10% dos campos usados hoje pelos Peladeiros.  Não existe associação futebolística que possua escritura pública de área medindo 90x50m em Campina Grande. Dezenas de times tradicionais (Muitos com mais de 40 anos de existência) fecharam suas portas por não terem mais onde jogar. Outras resistem como ciganos perambulando de acordo com a vontade dos proprietários das áreas emprestadas. Muitas vezes o despejo sequer vem com aviso prévio. Enquanto não existir decisão baseada no quadro atual, em pouco tempo restarão apenas lembranças e retratos na parede das sedes dos times de Pelada.

                       Esta necessária introdução invocando o dinamismo de Campina com sua capacidade de transformar adversidades em novas empreitadas faz enxergar um alento no projeto que apresentamos  como SOLUÇÃO DEFINITIVA para o futebol amador de Campina Grande. 

                        Entendemos que o conceito apropriado chega através da disponibilidade de um espaço único que comporte vários campos. Uma grande Central de Peladas.  Em uma área de aproximadamente 30 hectares serão construídos vinte campos de futebol com dimensões semi oficiais (85m/50m) divididos de forma paralela em 4 grupos de 5 . Entre cada campo, dois batentes de arquibancadas com 40m e passeio de 1,5m para torcedores e comércio ambulante (equipados com cobertura e rampa de acessibilidade). A cada lote de cinco campos, uma estrutura estilo caramanchão incluindo vestiário, banheiro, mesa e bancos de alvenaria para confraternização. Os campos serão de terra tratada (plano, sem pedregulho) de fácil manutenção. Nos dias úteis os espaços serão disponibilizados para as escolinhas de futebol e para alunos da rede pública (colocando em atividade professores de educação física, técnicos e ex-atletas).  Nos sábados serão destinados aos Rachas e nos Domingos e feriados de 05h00min às 12h00min para os times de

Pelada. Baseando-se que na Pelada jogam dois quadros (titular/reserva), serão 1.600 atletas que jogarão em cada manhã domingueira. Atuarão simultaneamente 60 profissionais entre árbitros e assistentes nos jogos matinais que serão assistidos por centenas de pessoas. Será instalado posto de saúde e policial para garantir integridade física das pessoas que praticam e assistem o futebol. Linha de ônibus obedecendo a regras pré-determinadas de condução das equipes e usuários do sistema de transporte. Cada associação terá um termo de posse indicando lote, quadra e horário do seu definitivo endereço.  A administração do complexo será regida por um código de postura criterioso de responsabilidade da SEJEL. Existe ainda ampla perspectiva de o projeto contar com iluminação autossustentável proveniente de painéis solares, inovando com o conceito de obter energia através de recursos naturais. A energização do espaço proporcionará um maior número de times contemplados na utilização dos campos.  

                             Acreditamos ser essa a ÚNICA forma de evitar que seja dizimada a principal atividade de entretenimento e lazer da população Campinense. Em três meses foram ouvidos mais de 150 representantes de times e entidades. Foram catalogadas sugestões e dissipadas dúvidas. Mas o maior argumento que embasa o projeto vem da constatação que temos apoio unânime dos que fazem a Pelada de Campina Grande.  

                            Por fim, futebol amador e futebol profissional irão se fundir com o complemento do projeto. Em sua segunda fase, previsão para que na mesma área disponibilizada sejam destinados através de cessão de uso espaços para a construção dos Centros de Treinamentos do Treze F. Clube e do Campinense Clube que promoverão suas categorias de base com estrutura adequada para formação de atletas de alto rendimento.  Com essa possibilidade o Peladão inevitavelmente virará um Peneirão.  Sobre os CTs trataremos  de forma específica na apresentação da etapa do projeto destinada ao FUTEBOL PROFISSIONAL.

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