Câmara discute problemas do transporte público

sessao_transportes1A Câmara Municipal realizou nesta terça-feira uma Audiência Pública com o objetivo de debater os problemas do transporte público em Campina Grande. Atendendo propositura do vereador Napoleão Maracajá, os trabalhos foram dirigidos pelo presidente do Poder Legislativo, vereador Antônio Alves Pimentel Filho e contou com a participação dos vereadores, representante da PMCG, diretoria técnica da STTP, Arací Brasil; representante da Central dos Trabalhadores, José Antônio Nascimento; representante do SITRANS, José de Anchieta Bernardino; além dos representantes das entidades estudantis.

O autor da propositura que deu origem a esta audiência pública, vereador Napoleão Maracajá, ressaltou que o objetivo da mesma é discutir as dificuldades que a população enfrenta quanto ao transporte, no município de Campina Grande. Ele criticou a forma como foi instituído o último reajuste da passagem dizendo que mesma foi definida e homologada sem aviso prévio e em um final de semana, pegando os cidadãos de surpresa.

Já os estudantes que usaram a tribuna, defenderam um transporte de qualidade e com tarifas acessíveis e também o passe livre no serviço público de transporte para todos os estudantes. O estudante Diego Gomes questionou na oportunidade a participação dos estudantes do Conselho Municipal de Transporte, dizendo que um representante é insuficiente para defender os interesses da categoria. Na mesma linha o estudante representante da UNE, também defendeu transporte público de qualidade, redução da tarifa e passe livre para estudantes.

sessao_transportes2Os principais problemas apontados pelos participantes da audiências pública estão relacionadas as condições dos carros, considerados “velhos”; falta de segurança em pontos e também nos ônibus, questão da mobilidade e acessibilidade e o tempo de espera. Entre as reivindicações destacam-se ampliação das rotas em bairros mais populosos, implantação de ciclovias, faixas exclusivas para ônibus; ampliação da “passagem temporal”; implantação de abrigos nos pontos de ônibus e carros novos para dá segurança aos passageiros.

O representante da classe trabalhadora, na audiência pública, José Antônio do Nascimento, também criticou a forma como o Conselho Municipal de transporte define o preço da tarifa e defendeu a democratização do mesmo, ampliando o número de representantes, o que segundo ele tem deixado de fora algumas entidades representativas da população. Já o representante do SITRANS, Anchieta Bernardino, argumentou que o preço da passagem é um estudo técnico que visa cobrir todos os investimentos feitos para o bom funcionamento do transporte público e ressaltou que quando se reduz do cálculo final, a diferença quem paga é o Poder Executivo.

A representante da STTP, Arací Brasil ressaltou que o órgão tem mantido serviço de monitoramento do horário dos ônibus e para isso também conta com as denúncias da população que geralmente tem ligado para a Superintendência de Transporte reclamando dos atrasos. Com relação ao valor tarifário ela argumentou que a gratuidade nos transporte público encareceu o serviço, neste último reajuste em R$0,31 (trinta e um centavos). Disse que qualquer gratuidade só encarece a tarifa no transporte. Ela acrescentou ainda que todos os carros com idade acima de 7 anos serão substituídos, conforme acordado com os empresários do ramo.
CMCG

Print Friendly, PDF & Email


Veja online a situação da Pandemia

^ Ir Para Topo ^