Cunha afirma que reforma política será votada no início de maio

O eduardo_cunha2015presidente da Câmara dos Deputados disse que a reforma politica será votada em Plenário no início de maio. Segundo ele, o Parlamento só funciona “com hora marcada” e, com a proximidade da data, as negociações políticas vão avançar, e o Congresso encontrará um consenso.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, reiterou nesta segunda-feira (30), que a reforma politica será votada em Plenário no início de maio. Segundo ele, o Parlamento só funciona  “com hora marcada” e, com a proximidade da data, as negociações políticas vão avançar, e o Congresso encontrará um consenso.

A declaração foi feita durante a abertura do Fórum dos Grandes Debates, realizado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, que também contou com a presença do Vice-presidente da República, Michel Temer; do governador, José Ivo Sartori; do presidente da Assembleia, Edson Brum; e diversas autoridades.

Durante a abertura do evento, manifestantes gritaram palavras de ordem contra o presidente da Câmara, e o presidente da Assembleia decidiu alterar o local do evento. Depois das manifestações, Cunha declarou que o “debate, o contraditório, é sempre salutar. Estamos dispostos a ouvir sem nenhum problema, mas todos devem se manifestar com respeito”.

Em seu discurso, Cunha lembrou que foi por decisão sua que o Plenário avocou a votação da admissibilidade da reforma política, que estava parada há mais de um ano na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O presidente  reiterou que ocorrerá o mesmo, caso a comissão especial que analisa o assunto não consiga votar um parecer em até 40 sessões. “A decisão política de votar já está tomada, jamais vamos pecar por omissão”, afirmou.

Um dos pontos defendidos por Cunha foi a redução do tempo de campanha eleitoral, especialmente do primeiro turno. Segundo ele, o “longo” período de campanha atualmente aumenta muito os gastos – fazendo com que os marqueteiros  “sejam mais importantes do que os candidatos” – e precisa ser reduzido.

O Vice-presidente da República, Michel Temer, por sua vez, destacou a necessidade de os poderes da República entenderem as mensagens enviadas pelas recentes manifestações de rua e fez um paralelo com a manifestação ocorrida no início do evento. “Uma  parcela do povo brasileiro resolveu manifestar-se e veio a essa Casa legislativa. E, claro, houve movimentos a favor e contra, o que só revela a força da democracia brasileira”. Segundo Temer, apesar de alguns analistas avaliarem que as  manifestações representam a falência das instituições, elas são, na sua opinião, o reforço das instituições, que são forçadas a se adaptar as exigências populares.

O fórum é uma iniciativa em comemoração aos 180 anos do Parlamento gaúcho. A intenção, conforme o chefe do Legislativo, deputado Edson Brum (PMDB), é resgatar o protagonismo da Casa na busca de soluções para os desafios da sociedade brasileira. “Não há mais espaço para que nos acomodemos aguardando que a consolidação do Estado de Direito se dê pela simples passagem do tempo”, diz ele. “Para que reinventemos o Brasil, para que cheguemos à realidade que tanto se espera, faz-se urgente uma profunda mudança de cultura e de normas”, acrescenta.
Agência Câmara

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