Deputado diz que Governo reconhece “trapalhadas” ao prorrogar prazo do FIES

O deputado federal paraibano Efraim Filho (Democratas) afirmou que o Governo Federal ao prorrogar o prazo para que estudantes com contratos já vigentes do Fundo de Financiamentos Estudantil (Fies) possam renovar os contratos seja estendido até 29 de maio é o reconhecimento de que o Governo é o único responsável pelo show de trapalhadas que vem ocorrendo junto ao FIES.

Efraim ainda acusou o Governo Federal de tentar transferir a sua responsabilidade para as Universidades ao acusa-las de praticarem reajustes abusivos ao invés de assumir a sua inabilidade gerencial do programa.

“O Governo Federal reajustou a Energia Elétrica em 40% um item que compõe diretamente os custos de uma faculdade e de forma arbitrária tenta limitar o reajuste dessas universidades, é uma matemática que não fecha” protestou Efraim Filho.

– Esse argumento do Governo Federal tem sido tão frágil que algumas universidades que já demandaram judicialmente têm logrado êxito alcançando decisões liminares em seu favor, contra essa arbitrariedade e nesse embate entre faculdades particulares o estudante tem sido o maior prejudicado- afirmou Efraim Filho

“Esse tem sido o maior entrave para renovação dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Governo não pode estabelecer esse teto, as instituições possuem custos além dos componentes inflacionários”. Disse o parlamentar.

“Ao mesmo tempo em que é preciso reconhecer o grande feito do programa em ampliar o acesso ao ensino superior e aumentar sobremaneira o número de brasileiros em universidades, uma mudança como essa tem prejudicado milhares de estudantes, muitos deles no meio de seus cursos. É o caso de uma estudante de Direito que nos procurou, aluna do nono período, sua mensalidade subiu de R$ 755,49 para R$ 827,26, ou seja, cerca de 9,5%. E, ao tentar fazer o aditamento, como é chamada a renovação do contrato, a página da internet mostra um erro. O Fies dela é integral, se não fizer esse procedimento, ela vai ficar inadimplente e não conseguirá providenciar os contratos de estágio, necessários para a conclusão do curso”. Concluiu.

De acordo com a pasta até a tarde desta quinta-feira cerca de 1,6 milhão do total de 1,9 milhão de contratos vigentes já tinham sido aditados, e 242 mil novos contratos tinham sido feitos pelo site do Fies.
Ascom

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