Governo e UFPB implantam projeto fitoterápico em hospitares

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), está implantando um projeto fitoterápico nas unidades hospitalares da rede estadual, que utiliza plantas medicinais para tratamento de pacientes.

Inicialmente, o projeto foi implantado no Hospital Geral de Mamanguape e será expandido para toda a rede hospitalar, a exemplo do Hospital Geral de Itapororoca e Complexo Pisquiátrico Juliano Moreira.

Por meio de uma horta de plantas medicinais, cultivada nas instalações do Hospital Geral de Mamanguape (HGM), os pacientes da Unidade estão sendo beneficiados com tratamento natural. A finalidade do projeto é implementar a política de práticas integrativas de saúde, viabilizando estudos sobre plantas medicinais e fitoterapia, e, consequentemente, sua eficácia no tratamento de doenças.

De acordo com a secretária de Estado da Saúde, Roberta Abath, o objetivo é implementar a prática de políticas integrativas de saúde, viabilizando o emprego de plantas medicinais de fitoterapia e o resgate do conhecimento popular sobre plantas medicinais, além de fazer um diálogo mais próximo entre os profissionais, os estudantes e a comunidade.

A união da sabedoria popular com o saber científico foi o mote para planejar e implantar no HGM a chamada “farmácia viva”.

“Quando recebemos a proposta da secretária de Estado da Saúde, Roberta Abath, ficamos muito felizes e entusiasmados. Além de fortalecer as ações de extensão da UFPB, nas áreas de saúde e meio ambiente, podemos efetivamente contribuir com tratamentos alternativos, seguros e naturais para a saúde da população”, afirmou o assessor de extensão da Pro-Reitoria da UFPB, Emmanuel Fernandes Falcão.

Mais do que uma alternativa saudável para o cuidado dos pacientes, a horta minimiza gastos com remédios industrializados e humaniza o serviço de saúde, proporcionando um diálogo mais próximo entre os profissionais e a comunidade. “Essa é uma forma de impulsionar a produção de plantas medicinais na região e resgatar o conhecimento popular. A população precisa ter acesso a medicamentos naturais, mais baratos e, ainda assim, eficientes”, explicou Emmanuel Falcão.

“A ideia é também promover um verdadeiro ciclo produtivo que inclui estudantes das áreas de Saúde, Biologia, Ecologia e Humanas; profissionais de saúde e usuários dos serviços.

“Todos saem ganhando. Os estudantes aprendem, na prática e em campo, o que é visto na teoria nas salas de aula. Os profissionais, já no mercado, aprendem, através da capacitação e contato direto com as plantas medicinais, a funcionalidade e os benefícios que elas podem trazer à saúde. E a população recebe tratamento natural e eficaz, associando os princípios da educação popular ao saber científico”, frisou o assessor de extensão da Pro-Reitoria da UFPB.

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