Manifestação em frente ao Congresso Nacional

Termina a manifestação em frente ao Congresso Nacional

Os manifestantes que protestavam em frente ao Congresso Nacional, e que entraram em confronto com policiais militares, se dispersaram e estão deixando o local. Parte do grupo foi para a entrada do anexo, local que dá acesso às comissões.

Eles protestavam contra o Projeto de Lei 4330/2004, que regulamenta a terceirização e deve ser apreciado hoje (7), na Câmara dos Deputados, dispersaram. Por volta das 16h30 os organizadores do movimento retiraram o carro de som da frente do prédio do Parlamento. A manifestação foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Policiais militares fazem uma barreira em frente ao Congresso durante protesto contra o Projeto de Lei 4330/04, que libera a terceirização para todas as atividades das empresasWilson Dias/Agência Brasil

A Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) estimou que cerca de 2 mil pessoas participaram do ato e que 200 policiais fizeram a segurança em frente ao Congresso. Um homem foi preso pela Polícia Legislativa. A organização do movimento estima em 2,6 mil o número de manifestantes.

O capitão Rafael, da PM-DF, disse que o enfrentamento entre policiais e manifestantes começou após o carro de som, onde estavam os organizadores, ultrapassou o limite de aproximação do Congresso Nacional permitido por lei distrital. Os policiais tentaram conter o avanço e os manifestantes atiraram paus de bandeiras e garrafas de água na direção dos policiais. Também quebraram o vidro de um carro que estava estacionado próximo ao local. Os militares reagiram com spray de pimenta.

O deputado Vicentinho (PT-SP) foi retirado da manifestação e levado para a Câmara com os olhos lacrimejando em função do spray de pimenta lançado pelos policiais. Um manifestante foi ferido na cabeça e atendido no posto médico do Congresso. Segundo a Polícia Militar, quatro policiais ficaram feridos.

Além da CUT, estavam presentes representantes de entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), do Sindsep-DF e da Frente Nacional de Lutas.

A CUT é contra o projeto argumentando que ele retira direitos da classe trabalhadora e dá aos setores patronais segurança jurídica para manter e ampliar a precarização das relações e condições de trabalho. O PL estende a liberação das terceirizações das atividade-meio para as atividades-fim das empresas.

Pela manhã (7), o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse não vai adiar a apreciação do projeto que tramita há cerca de dez anos.

Fonte: Agência Brasil
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