Oposição trabalha para aprovar CPI dos Fundos de Pensão

Fundos de pensão de empresas públicas, como a Caixa Econômica Federal, e de estatais, como a Petrobras, estão na mira de deputados oposicionistas na Câmara dos Deputados. Eles aguardam a decisão do presidente da Casa, Eduardo Cunha, sobre um requerimento que pede a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com 31 integrantes, para investigar o assunto. O requerimento protocolado conta com a assinatura de 186 deputados.

Um dos autores do pedido, o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), sustenta que os prejuízos milionários causados a esses fundos de previdência complementar nos últimos anos decorrem de aplicações financeiras temerárias. Para Bueno, a “administração fraudulenta” dos recursos dos fundos se deve ao “aparelhamento político” dos comitês gestores.

“São várias situações em que os valores aplicados por esses fundos, por indicação política do PT, foram colocados em empresas ou bancos que faliram, quebraram, e deram esse prejuízo, mesmo com as informações que tinham para não aplicar”, destaca Bueno. Como exemplo de má gestão, o deputado cita o Postalis, fundo de pensão dos Correios, que acumula um rombo de R$ 5,6 bilhões, segundo ele. “Esse valor, que agora está descoberto, já começa a ser descontado de todos os funcionários dos Correios, a fim de cobrir a diferença que ficou por gestão ruim e desvio”, completa o líder.
‘Agência Câmara Notícias’

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