Vereadora vai acionar PF e MPF contra aumento no custo da energia

A vereadora Raíssa Lacerda (PSD) se pronunciou contra o terceiro aumento em um ano no valor cobrado nas contas de energia elétrica da Paraíba. Durante seu pronunciamento, na sessão ordinária da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) ela anunciou que tem um dossiê contra a empresa Energisa e que vai acionar a Polícia e o Ministério Público Federais (PF) e (MPF).

“Pagamos hoje 40% mais caro que São Paulo e a Energisa ainda não se explicou sobre isso. Até a advogada da empresa não conseguiu me dar justificativas. O custo de vida do paraibano é diferente do de outras regiões e tem paraibano passando fome para poder pagar a conta de energia”, lamentou Raíssa.

Anunciando que irá ultrapassar as barreiras da CMJP, a vereadora revelou que nesta tarde vai acionar à PF e ao MPF. “Vou acionar esses órgãos a esse respeito. Irei com Sidney Sandrini, ex-funcionário da empresa, com um dossiê contendo áudios e vídeos que relatam irregularidades da Energisa”, anunciou Raíssa Lacerda.

A vereadora também lembrou que recentemente solicitou a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os casos de irregularidades da Energisa contra o consumidor e funcionários, que obteve a assinatura de 14 vereadores da Casa. Raíssa também salientou que milita na CMJP desde 2009 contra supostas irregularidades da empresa. Naquela época, ela tinha o apoio de 21 vereadores da Câmara.

Na ocasião, Lucas de Brito (DEM) declarou que vai se juntar à parlamentar e colocou a disposição seu apoio para trabalhar na causa.

A Energisa reajustou nesta terça-feira (25) a tarifa das contas em 10,79% a mais para 216 municípios da Paraíba, incluindo João Pessoa. A partir desta sexta-feira (28), as contas ficarão mais caras, excluindo-se Campina Grande e outras cidades do Estado que tiveram reajuste em fevereiro. Vale salientar que a bandeira praticada está sendo a vermelha, que cobra R$ 4,50 para cada 100 kW consumidos. Em 2014, as tarifas da Energisa Paraíba foram reajustadas em 23,10%, contra um aumento acumulado de 14,61% em 2015, considerando o reajuste ordinário (10,79%) e extraordinário (3,82%).
Ascom

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