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Parceria visa fomentar pesquisas em bebês com microcefalia

Mais uma tarefa foi realizada em Campina Grande no sentido de melhorar o atendimento às crianças com microcefalia e outros distúrbios causados pela Síndrome Congênita da Zika. O Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (Ipesq), fechou uma parceria com a companhia de energia elétrica Energisa. Os consumidores poderão fazer, por meio das contas de energia, doações em dinheiro para as pesquisas.

De acordo com o diretor presidente da Energisa, André Toledo, os consumidores devem se dirigir a uma agência da Energisa, preencher um requerimento informando o desejo de contribuir e informar os valores que desejarão acrescentar à conta de energia de cada mês. Eles também podem telefonar para o 0800 123 0196.

O Ipesq é composto por médicos que atuam em Campina Grande, principalmente no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), maternidade da cidade. A presidente do Ipesq é a médica Adriana Melo, responsável pela descoberta da associação entre o vírus da zika e a microcefalia.

Os primeiros indícios de aumentos nas alterações neurológicas das crianças foram descobertos no Isea, por meio do trabalho da equipe de médicos do hospital. “Desde outubro de 2015 que estamos investindo recursos e somando esforços para diagnosticar os casos e tratá-los”, disse a secretária municipal de Saúde, Luzia Pinto.

A Prefeitura de Campina Grande autorizou a realização de exames específicos na rede complementar particular para ajudar nas pesquisas do Ipesq e aumentou o número de ultrassonografias, no Isea, para identificar a malformação. Também foi criado o Ambulatório Especializado em Microcefalia, no Hospital Municipal Pedro I, que hoje atende 114 crianças com problemas causados pela zika, sendo apenas 14 de Campina Grande. O atendimento de referência para toda a região dispõe de neurologista, fisioterapeuta, assistente social, cardiologista, fonoaudiólogo e oftalmologista, além de psicólogo para acompanhar os pais.

A Prefeitura Municipal cedeu um espaço do Hospital Pedro I para o Ipesq, a fim de facilitar o acesso dos pesquisadores aos casos concretos de bebês com disfunções. Outra medida foi a concessão de uma bolsa de estudos à especialista em medicina fetal, Adriana Melo. “Tivemos todo o apoio da Prefeitura de Campina Grande, mas não obtivemos o apoio de outros poderes em outras esferas. Por isso, estamos fazendo esta parceria para que consigamos recursos porque não há como fazer estudos sérios com poucos recursos”, disse Adriana.

OUTROS BENEFÍCIOS – André Toledo frisou ainda, que as famílias de bebês com microcefalia estão incluídas na tarifa social e têm desconto na conta de energia elétrica. “Além do programa da tarifa social, elas também têm direito a participar do programa social de eficiência energética, que resulta em descontos de até 66% na conta e a possibilidade de trocar geladeiras velhas que consomem muita energia em eletrodomésticos novos, assim como lâmpadas incandescentes em fluorescentes”, explicou.

Para isto, as famílias devem procurar o Centro de Referência de Assistência Social. No evento de fechamento do acordo, que aconteceu em um restaurante da cidade, as mães de bebês com microcefalia estiveram presentes e receberam doação de fraldas descartáveis e leite.

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